Ventiladores Centrífugos - Controle de Descarga

A Howden oferece diversos métodos diferentes para controlar a vazão e pressão de um ventilador centrífugo. Cada um tem as suas vantagens e desvantagens e os nossos engenheiros trabalham com os clientes para determinar a melhor solução para cada aplicação em particular.

Embora seja possível ajustar a vazão variando-se a resistência do sistema, como é o caso de um damper em algum ponto da instalação, isto não é recomendado para ventiladores, pois se está dissipando energia, é ineficiente e poderia colocar o ventilador operando em zona instável.

Portanto, há duas opções principais disponíveis para o projetista da planta: variar a velocidade do ventilador ou alterar o ângulo no qual o ar ou gás entra no rotor.

Controle de velocidade
A menos que o sistema tenha uma característica incomum, o controle de velocidade tem a vantagem de que o ventilador funcionará na mesma eficiência do projeto em cargas mais baixas. Entretanto, os sistemas de controle de velocidade são caros, volumosos e exigem a operação numa atmosfera controlada e, por este motivo, acionadores de velocidade constante combinados com um sistema de controle aerodinâmico formam uma opção mais atraente em muitas situações.

Controle aerodinâmico
A indução da rotação do gás em torno do seu próprio eixo, ao entrar num ventilador centrífugo, no mesmo sentido da rotação do rotor, reduzirá a vazão do ventilador e o consumo de energia. O campo de regulagem é infinito e pode ser obtido instalando-se um registro radial na entrada do ventilador ou registro veneziana montado nas caixas aspirantes.

  • Controle por aleta de entrada - A vazão do ventilador é variada ajustando-se as aletas radiais montadas imediatamente a montante da entrada do ventilador. A grande proximidade das aletas em relação à entrada oferece o controle mais eficaz e eficiências mais elevadas para cargas parciais.
  • Controle por aleta na caixa - A descarga é variada ajustando-se um registro montado acima da caixa de entrada do ventilador. Se comparado ao registro radial de entrada, o damper não provoca a rotação do gás sobre o seu próprio eixo de maneira tão eficaz e, em conseqüência, o consumo de energia é maior para cargas parciais. As velocidades mais baixas (e, por conseguinte, as perdas aerodinâmicas) através das pás do damper resultam em uma eficiência ligeiramente mais alta na condição de projeto e menos desgaste no caso da presença de particulado nos gases.